Estudo Solar Task · 2026

Energia solar no interior: estudo Solar Task 2026

O sol do interior brasileiro não é um só. A Solar Task selecionou 38 municípios importantes para a geração solar no país pelas características regionais: interior paulista, Triângulo Mineiro, polos do Sul, Centro-Oeste agrícola e semiárido. Neles, a irradiação média vai de 4,21 a 6,09 kWh/m²/dia. Cruzamos essa curva com o volume e a potência dos projetos ativos nessas cidades. Capitais e metrópoles ficam de fora do ranking; entram só como comparação.

38 cidades
em 14 estados do interior
45%
a mais de sol em Mossoró vs Joinville
688
projetos ativos nestas cidades · 5.985,1 kWp

Por Solar Task Atualizado em 11 min de leitura

Mais sol Mossoró/RN 6,09 kWh/m²/dia · 5 painéis para 450 kWh/mês
Inverno mais fundo Joinville/SC Vale em junho, 38% abaixo da média
Ganha da capital São José do Rio Preto/SP +0,84 vs São Paulo
Mais projetos Sorocaba/SP 54 projetos ativos · mediana 4,1 kWp

1. Por que estas 38 cidades

A Solar Task selecionou 38 municípios importantes para a geração de energia solar no Brasil pelas características regionais: o interior industrial e agrícola de São Paulo, o Triângulo Mineiro, os polos do Sul longe da costa, o Centro-Oeste de grãos e o semiárido. São cidades de Sorocaba a Imperatriz. São Paulo, Recife e as demais capitais do litoral não entram na média deste estudo.

Dois tipos de dado entram, e só esses dois:

  • Irradiação. Climatologia NASA POWER no centro da cidade, a mesma curva mensal das páginas locais. Independente do que o cliente preenche no formulário.
  • Projetos. Quantidade de simulações ativas e potência em kWp (soma e mediana). Sem tipo de telhado, sem concessionária, sem tarifa padrão de R$ 0,80, campos fracos demais para virar achado.

Um quilowatt-pico em Mossoró gera cerca de 142 kWh por mês na média do ano. Em Joinville, 98 kWh. A física é a mesma; a nuvem não.

Telhados com painéis solares no interior do Brasil
O estudo cobre o interior paulista, o Triângulo Mineiro, o Sul longe da costa, o Centro-Oeste agrícola e o semiárido. Capitais ficam de fora do ranking de projetos.

2. Ranking de irradiação

GHI anual (média climatológica, kWh/m²/dia). Mossoró lidera; Joinville fecha. Entre os dois, 45%: o bastante para mudar o tamanho do kit numa conta idêntica.

Sudeste · 14 5,23 · Uberlândia
Sul · 5 4,74 · Londrina
Centro-Oeste · 8 5,32 · Anápolis
Nordeste · 11 5,62 · Mossoró

Barras = média das cidades deste estudo em cada macrorregião, não a média de todos os municípios do Brasil.

Top 10 do interior neste estudo. Unidade: kWh/m²/dia no ponto central da cidade.
# Cidade GHI anual Pico Vale kWh/kWp·mês
1 Mossoró RN 6,09 out 6,91 jun 5,18 143
2 Juazeiro BA 5,88 out 6,78 jun 4,69 138
3 Petrolina PE 5,88 out 6,78 jun 4,69 138
4 Juazeiro do Norte CE 5,85 out 6,83 jun 4,81 137
5 Parnaíba PI 5,85 out 6,83 abr 4,99 137
6 Sobral CE 5,59 set 6,66 abr 4,92 131
7 Anápolis GO 5,47 set 5,95 jun 4,75 128
8 Campina Grande PB 5,47 nov 6,31 jun 4,31 128
9 Rio Verde GO 5,47 fev 5,89 jun 4,57 128
10 Uberlândia MG 5,47 fev 6,03 jun 4,50 128

O semiárido (Mossoró, Petrolina, Juazeiro, Juazeiro do Norte, Parnaíba) ocupa o topo. O Sul e o leste catarinense puxam a outra ponta. O interior paulista e o Cerrado ficam no meio: sol decente o ano todo, sem o extremo do Sertão nem o inverno de Joinville.

3. O interior contra a capital

27 das 38 ganham da capital do próprio estado na média anual. Não é regra nacional: Recife, por exemplo, ainda supera Petrolina. No Sudeste e no Sul o padrão se inverte: sair da mancha urbana costuma ser ganho de céu.

Maiores vantagens do interior sobre a capital. GHI anual, kWh/m²/dia.
Cidade Interior Capital Saldo
São José do Rio Preto 5,37 São Paulo 4,53 +0,84
Votuporanga 5,37 São Paulo 4,53 +0,84
Franca 5,30 São Paulo 4,53 +0,77
Araçatuba 5,29 São Paulo 4,53 +0,76
Araraquara 5,24 São Paulo 4,53 +0,71
Catanduva 5,24 São Paulo 4,53 +0,71
Presidente Prudente 5,20 São Paulo 4,53 +0,67
Londrina 5,02 Curitiba 4,37 +0,65

Campo Grande é capital e também entra neste estudo; não aparece como espelho de si mesma. A comparação usa o ponto da NASA POWER, não a média da área metropolitana.

Par quase idêntico: Petrolina e Juazeiro diferem em zero na média anual. No Vale do São Francisco o rio muda o estado; o sol, quase não.

4. Mesma conta, outro clima

Conta de R$ 400, tarifa de referência de R$ 0,90/kWh, desempenho de 78%: os mesmos números da simulação nas páginas da cidade. Mude as duas cidades e a conta.

Comparador do interior

Dois climas, um consumo. Veja kWp, painéis de 620 Wp e a curva dos 12 meses.

R$ 150R$ 1.500
kWp
painéis
kWp
painéis
jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez
Mossoró Joinville

5. A curva dos 12 meses

A média anual esconde o inverno. 8 cidades deste estudo têm vale pelo menos 28% abaixo da média, o mesmo critério da curva mensal nas páginas locais. Quase todas estão no Sul ou no oeste paulista.

Quem mais sente o inverno. Queda = (média anual − mês mais fraco) / média anual.
Cidade Vale Queda Pico
Joinville/SC junho · 2,60 38% janeiro · 5,74
Cascavel/PR junho · 3,12 37% dezembro · 6,44
Ponta Grossa/PR junho · 2,83 37% dezembro · 5,70
Dourados/MS junho · 3,43 33% dezembro · 6,34
Londrina/PR junho · 3,45 31% dezembro · 6,16
Maringá/PR junho · 3,45 31% dezembro · 6,16
Presidente Prudente/SP junho · 3,64 30% novembro · 6,31
Sorocaba/SP junho · 3,45 29% dezembro · 5,96

O ano de cabeça para baixo

Em Imperatriz, Sinop e Sorriso, o mês mais forte não é dezembro: cai na seca, entre maio e agosto. Quem muda do Paraná para o norte de Mato Grosso troca o inverno fraco por um meio de ano luminoso. Dimensionar “como em Curitiba” nessas cidades erra o calendário, não só o tamanho.

Em Sorriso/MT a curva quase não se mexe: o vale fica só 4% abaixo da média. Payback e geração mensal ficam mais previsíveis do que no litoral sul. O detalhe mês a mês está na página de cada cidade.

6. Quantidade e potência dos projetos

Só projetos ativos nestas 38 cidades: 688 simulações e 5.985,1 kWp somados. A mediana evita que um galpão de 50 kWp puxe a “casa típica”.

Volume e potência típica. Cidades sem projeto ativo neste estudo não aparecem.
Cidade Projetos kWp somados Mediana kWp Painéis típicos
Sorocaba/SP 54 249,0 4,14 7
Campo Grande/MS 46 295,4 3,97 6
Feira de Santana/BA 41 168,7 2,54 4
Uberlândia/MG 33 114,7 2,99 5
Piracicaba/SP 31 143,9 2,83 5
Joinville/SC 30 186,9 4,98 8
Uberaba/MG 28 81,6 2,38 4
Campina Grande/PB 27 2.434,6 3,30 5
Maringá/PR 27 404,7 5,09 8
Marília/SP 25 117,3 3,69 6
Londrina/PR 24 92,7 3,55 6
Anápolis/GO 20 94,3 3,36 5
São José do Rio Preto/SP 19 118,7 3,32 5
Sinop/MT 19 106,1 3,79 6
Rio Verde/GO 18 51,8 1,90 3
Araraquara/SP 18 103,8 5,96 10
Caruaru/PE 15 42,9 3,03 5
Rondonópolis/MT 14 60,0 3,87 6
Ponta Grossa/PR 14 76,7 3,21 5
Mossoró/RN 13 36,5 2,63 4
Vitória da Conquista/BA 13 55,3 3,28 5
Dourados/MS 13 65,7 4,98 8
Cascavel/PR 13 69,6 5,01 8
Petrolina/PE 12 34,0 2,16 3
Franca/SP 12 65,2 4,44 7
Imperatriz/MA 12 54,7 3,79 6
Bauru/SP 12 90,1 3,99 6
São Carlos/SP 12 78,4 2,62 4
Sobral/CE 10 57,3 4,59 7
Juazeiro/BA 9 33,4 3,09 5
Presidente Prudente/SP 9 39,8 2,83 5
Juazeiro do Norte/CE 8 30,7 4,01 6
Catanduva/SP 8 55,4 7,40 12
Parnaíba/PI 7 148,3 3,40 5
Sorriso/MT 7 51,4 5,71 9
Araçatuba/SP 7 29,9 3,36 5
Votuporanga/SP 4 32,5 7,62 12
Jataí/GO 4 13,1 3,19 5

Potência típica = mediana de kWp dos projetos com potência preenchida. Painéis típicos usam o módulo de referência de 620 Wp da Solar Task. Isso descreve a demanda nas simulações, não o parque instalado da cidade.

Por macrorregião

Região Cidades Projetos kWp somados GHI médio
Sudeste 14 272 1.320,3 5,23
Sul 5 108 830,6 4,74
Centro-Oeste 8 141 737,8 5,32
Nordeste 11 167 3.096,4 5,62

7. Curiosidades do mapa

Números que só aparecem quando se olha as 38 juntas, não cidade a cidade.

O mesmo telhado, 45% a mais de sol

Mossoró/RN recebe 6,09 kWh/m²/dia na média do ano. Joinville/SC fica em 4,21. Para um consumo de cerca de 450 kWh por mês, isso é a diferença entre 5 e 7 painéis de 620 Wp: 2 módulos a mais no ponto mais nublado deste estudo.

Inverno que pede telhado maior

Em Joinville, o vale de junho (2,60 kWh/m²/dia) fica 38% abaixo da média anual. 8 cidades deste estudo têm queda de inverno relevante, quase todas no Sul e no oeste paulista. Quem dimensiona só pelo dezembro superestima a geração de junho.

Cidades-gêmeas de irradiação

Petrolina e Juazeiro mal se separam no mapa e quase não se separam no sol: a média anual difere em nada. No Vale do São Francisco, o rio divide estados; o clima, não.

O interior ganha da capital

27 cidades deste estudo têm irradiação anual maior que a capital do estado. São José do Rio Preto supera São Paulo em 0,84 kWh/m²/dia, Londrina supera Curitiba em 0,65 kWh/m²/dia e Juazeiro supera Salvador em 0,62 kWh/m²/dia. Morar longe do litoral, nestas cidades, costuma ser vantagem fotovoltaica.

Ano invertido no Norte e no MATOPIBA

No Sul, o pico é dezembro. Em Imperatriz, Sinop e Sorriso, o mês mais forte cai entre maio e agosto, a estação seca, com menos nuvem. Quem muda do Paraná para o norte de Mato Grosso troca o inverno fraco por um meio de ano luminoso.

O pêndulo de Joinville

Joinville vai de 2,60 kWh/m²/dia em junho a 5,74 em janeiro, 121% de amplitude. É o maior vai-e-vem deste estudo: o sistema precisa do ano inteiro, não do mês da foto do telhado.

Quase sem estação solar

Em Sorriso/MT a curva mal se mexe: o vale fica só 4% abaixo da média. Um quilowatt-pico rende perto de 124 kWh em qualquer mês. Payback e geração ficam mais previsíveis do que no litoral sul.

12 cidades só em SP

Este estudo reúne 38 municípios em 14 estados. SP concentra 12: o interior paulista, do eixo Sorocaba a Piracicaba ao noroeste. A lista privilegia polos regionais, não um ranking de todas as cidades do país.

Quem pede orçamento no interior

Sorocaba lidera o volume, com 54 projetos ativos nestas cidades. O sistema típico mais robusto está em Votuporanga (mediana de 7.62 kWp), sinal de telhado comercial ou rural, não só residencial. São 688 projetos e 5985,1 kWp somados só nestas cidades.

8. As 38 cidades, lado a lado

Filtre por região e ordene pelas colunas. A última coluna estima quantos módulos de 620 Wp cobrem cerca de 450 kWh por mês, um consumo residencial típico.

# Cidade GHI Inverno Projetos kWp med. Painéis (450 kWh)
1 Mossoró RN 6,09 15% 13 2,6 5
2 Juazeiro BA 5,88 20% 9 3,1 5
3 Petrolina PE 5,88 20% 12 2,2 5
4 Juazeiro do Norte CE 5,85 18% 8 4,0 5
5 Parnaíba PI 5,85 15% 7 3,4 5
6 Sobral CE 5,59 12% 10 4,6 5
7 Anápolis GO 5,47 13% 20 3,4 6
8 Campina Grande PB 5,47 21% 27 3,3 6
9 Rio Verde GO 5,47 16% 18 1,9 6
10 Uberlândia MG 5,47 18% 33 3,0 6
11 São José do Rio Preto SP 5,37 24% 19 3,3 6
12 Votuporanga SP 5,37 24% 4 7,6 6
13 Jataí GO 5,36 15% 4 3,2 6
14 Caruaru PE 5,35 24% 15 3,0 6
15 Vitória da Conquista BA 5,35 24% 13 3,3 6
16 Sorriso MT 5,33 4% 7 5,7 6
17 Rondonópolis MT 5,31 13% 14 3,9 6
18 Franca SP 5,30 22% 12 4,4 6
19 Sinop MT 5,30 4% 19 3,8 6
20 Araçatuba SP 5,29 27% 7 3,4 6
21 Uberaba MG 5,29 19% 28 2,4 6
22 Feira de Santana BA 5,26 26% 41 2,5 6
23 Imperatriz MA 5,25 7% 12 3,8 6
24 Araraquara SP 5,24 25% 18 6,0 6
25 Catanduva SP 5,24 25% 8 7,4 6
26 Campo Grande MS 5,22 26% 46 4,0 6
27 Presidente Prudente SP 5,20 30% 9 2,8 6
28 Bauru SP 5,16 28% 12 4,0 6
29 Marília SP 5,16 28% 25 3,7 6
30 Piracicaba SP 5,14 27% 31 2,8 6
31 São Carlos SP 5,14 27% 12 2,6 6
32 Dourados MS 5,10 33% 13 5,0 6
33 Londrina PR 5,02 31% 24 3,6 6
34 Maringá PR 5,02 31% 27 5,1 6
35 Cascavel PR 4,96 37% 13 5,0 6
36 Sorocaba SP 4,85 29% 54 4,1 6
37 Ponta Grossa PR 4,47 37% 14 3,2 7
38 Joinville SC 4,21 38% 30 5,0 7

Abrir a página da cidade

Perguntas frequentes

Este estudo vale para qualquer cidade do interior?

Não. A Solar Task selecionou 38 municípios importantes para a geração solar no Brasil, em 14 estados, pelo peso regional: interior paulista, Triângulo Mineiro, polos do Sul, Centro-Oeste agrícola e semiárido. Capitais entram só como comparação de irradiação, não no ranking de projetos.

De onde vêm os números de sol?

Da climatologia NASA POWER (ALLSKY_SFC_SW_DWN), no ponto do centro de cada cidade, gerada em 1º de setembro de 2026. É a mesma curva mensal das páginas de cada cidade. Não usamos o campo de irradiação preenchido no formulário do projeto.

Por que Mossoró aparece tão na frente de Joinville?

Mossoró, no semiárido potiguar, tem céu mais limpo o ano inteiro (6,09 kWh/m²/dia). Joinville, no vale do Itapocu, combina latitude sul com muita nuvem no inverno (4,21). A diferença é de 45% na média anual, e de 2 painéis para um consumo de cerca de 450 kWh por mês.

A quantidade de projetos mede quem gera mais energia?

Não. Mede quantas simulações ativas a Solar Task tem naquela cidade. A potência (kWp) é a mediana e a soma desses projetos. Não misturamos tipo de telhado, concessionária nem tarifa padrão: esses campos são fracos demais para um estudo.

Se o interior ganha da capital, o sistema fica mais barato?

Fica menor para a mesma conta: menos kWp, menos módulos. O preço por kWp ainda depende de instalador, telhado e homologação. Use a página da sua cidade e compare propostas: o sol ajuda, mas não fecha o orçamento sozinho.

Como comparar duas cidades deste estudo?

No comparador desta página, a mesma conta de luz vira kWp e painéis em cada clima. A curva de 12 meses mostra se o inverno derruba a geração. Para o endereço exato, abra a simulação gratuita no fim da página.

Simule na sua cidade do interior

A conta de luz vira kWp no clima local. Depois você compara propostas de instaladores da região, no mesmo fluxo do guia definitivo.

Fontes e método

  • NASA POWER, climatologia community RE, parâmetro ALLSKY_SFC_SW_DWN (GHI), ponto = centro da cidade. Dados gerados em 1º de setembro de 2026.
  • Fator de desempenho 0,78 e mês de 30 dias, os mesmos da simulação na página da cidade.
  • Módulo de referência 620 Wp. Consumo ilustrativo de cerca de 450 kWh/mês (tarifa R$ 0,90/kWh).
  • Projetos ativos só nestes 38 municípios. Mediana de kWp, não a média. Sem tipo de telhado, concessionária ou tarifa informada.
  • NASA Langley POWER · INPE/LABREN: Atlas Brasileiro de Energia Solar

Estimativas não substituem visita técnica. Irradiação no centro do município pode diferir do seu telhado (sombra, inclinação, microclima).