· Solar Task
Quem leva um elétrico ou um híbrido plug-in para casa logo descobre que a tomada da cozinha não foi feita para isso. O cabo portátil que vem no porta-malas resolve uma noite. Para a rotina, o equipamento certo é o carregador veicular de parede, o wallbox: circuito exclusivo, comunicação com o carro e recarga enquanto você dorme.
A Solar Task já compara orçamentos de energia solar. O mesmo marketplace agora recebe o pedido de wallbox neste artigo: você escolhe a potência no formulário acima, informa o CEP e o WhatsApp, e empresas da região orçam o ponto. A página de carregador veicular concentra só o pedido, se você já souber a potência.
Por que a instalação de wallbox disparou
Tudo começa na frota. Em 2025 o Brasil emplacou 223.912 veículos leves eletrificados, 26% a mais que em 2024, segundo a ABVE. Desses, 181.542 eram plug-in: 100% elétricos (BEV) ou híbridos que recarregam na tomada (PHEV). Os eletrificados cresceram dez vezes mais que o mercado automotivo como um todo.
Em 2026 o salto ficou ainda mais visível. De janeiro a julho as vendas de eletrificados já somavam 271 mil unidades, mais do que o ano anterior inteiro. Em julho eles chegaram a 21% dos emplacamentos mensais de leves.
A infraestrutura pública acompanhou. O levantamento ABVE/Tupi mostra a curva:
| Quando | Pontos públicos e semipúblicos |
|---|---|
| Agosto de 2024 | 10.622 |
| Fevereiro de 2025 | 14.827 |
| Agosto de 2025 | 16.880 |
| Fevereiro de 2026 | 21.060 |
| Maio de 2026 | 25.429, em 1.788 municípios |
A recarga rápida em corrente contínua (DC) puxou o avanço recente: 8.601 pontos em maio de 2026, alta de 33% em três meses. A recarga lenta em corrente alternada (AC), a mesma família do wallbox residencial, também reagiu. A ABVE liga parte dessa virada à legislação de condomínios em São Paulo, que tirou do síndico o poder de simplesmente vetar o carregador na vaga privativa.
De 2022 a maio de 2026 o país acumulou cerca de 506 mil plug-in em circulação, quase metade deles 100% elétricos. A conta de eletroposto público (cerca de 20 carros por ponto) não descreve o dia a dia. Quem usa o carro na cidade carrega em casa. O eletroposto entra na viagem; o wallbox entra na rotina.
O mercado de equipamentos e instalação já gira em torno de R$ 1 bilhão a R$ 2 bilhões por ano, em projeções da ABVE divulgadas à imprensa, com espaço para passar de R$ 3 bilhões. Residência, condomínio e frota entram nessa soma. Não há censo oficial de wallbox em garagem, e isso importa: o número visível é o eletroposto. O volume silencioso é o ponto no imóvel.
Casa, condomínio e eletroposto: cada um no seu papel
Três recargas diferentes, três conversas diferentes.
- Wallbox em casa (AC, Modo 3). 7,4 kW na maior parte das residências. Enche a bateria de noite. É o pedido do formulário no topo desta página.
- Condomínio. A mesma lógica, com quadro compartilhado, medição individual e, em alguns estados, lei a favor do morador. Em São Paulo a Lei 18.403/2026 garante a instalação na vaga privativa, às expensas do condômino, com ART e aviso à administração. Alagoas tem regra parecida (Lei 9.733/2025). A convenção pode regular o modo; não deveria proibir sem motivo técnico documentado.
- Eletroposto DC. Corrente contínua, dezenas ou centenas de kW, para estrada e shopping. Não substitui o ponto de casa. Custa mais por kWh e não é o que as empresas da Solar Task orçam nesse fluxo.
O cabo portátil (Modo 2) que acompanha o carro continua útil na casa de parente ou no hotel sem wallbox. Como solução permanente ele é lento, exige tomada em bom estado e não tem o circuito dedicado que a norma brasileira pede para uso regular.
O que é o wallbox, na prática
Wallbox é o nome comercial do carregador fixo na parede. Tecnicamente é um EVSE, o equipamento que alimenta o veículo. Ele não “empurra” energia à força. Conversa com o carregador de bordo do carro (OBC), libera corrente só quando o aterramento e o protocolo estão corretos, e interrompe se algo sai do esperado.
No Brasil o conector residencial padrão é o Tipo 2 (IEC 62196-2), o mesmo da Europa. BYD, GWM, Volvo, BMW, Renault, Fiat e a maior parte dos plug-in vendidos aqui usam Tipo 2 em AC. A recarga rápida em eletroposto usa CCS2, outro bocal, outra conversa. O wallbox de casa não precisa de CCS2.
Três modos aparecem no manual e na NBR IEC 61851:
- Modo 1. Tomada direta, sem caixa de controle. Não é o caminho para carro elétrico.
- Modo 2. O portátil com caixinha no cabo. Emergência e visita.
- Modo 3. Wallbox fixo, circuito próprio, comunicação permanente. É o que se instala na garagem.
Gabinete IP65 é o mais comum nos residenciais nacionais: aguenta poeira e jato de água, serve em garagem aberta. IP54, visto em alguns originais de montadora, fica melhor em área coberta. RFID libera a carga com cartão, útil se mais de uma pessoa usa o ponto. Wi-Fi, aplicativo e protocolo OCPP 1.6 importam em condomínio e frota, quando alguém precisa medir kWh por vaga. Em casa, muita gente só quer plugar e dormir.
Características técnicas que realmente importam
A instalação no Brasil dialoga com duas normas: a NBR 5410, das instalações de baixa tensão, e a NBR 17019, específica para alimentação de veículos elétricos. O wallbox não é um ar-condicionado mais forte. É carga contínua, frequentemente no limite do circuito, por várias horas.
O que a obra boa entrega:
- Circuito exclusivo saindo do quadro, sem compartilhar com tomada de uso geral.
- Fator de utilização 1,0. Dimensiona-se pela potência cheia, sem “desconto” de uso intermitente.
- Disjuntor dedicado no QDC, identificado.
- DR de 30 mA. A NBR 17019 pede atenção à fuga em corrente contínua. Muitos wallboxes já trazem detecção de 6 mA DC; aí o DR Tipo A (ou o conjunto que o fabricante homologou) costuma bastar. Sem essa detecção no equipamento, o caminho correto é DR Tipo B.
- DPS no quadro, coordenado com o aterramento da casa.
- Aterramento verificado. Sem o condutor de proteção em ordem o carregador recusa a carga ou, pior, opera inseguro.
- ART ou RRT de profissional habilitado. Eletricista executa; a responsabilidade técnica é do engenheiro.
Para 7,4 kW em 220 V a corrente fica em torno de 32 a 34 A. O disjuntor típico é de 40 A, curva C, e o cabo, na prática, 6 mm² ou 10 mm² conforme o comprimento e a isolação. Percurso longo até a garagem pede bitola maior por causa da queda de tensão. Esses números são régua, não projeto: o instalador mede o quadro, a distância e a demanda da casa.
Quem define a velocidade em AC é o carregador de bordo do carro, não o adesivo do wallbox. O BYD Dolphin Mini, o elétrico mais vendido do país, aceita cerca de 6,6 kW em AC. Um wallbox de 22 kW não enche essa bateria mais rápido em casa. Só um eletroposto DC muda o tempo de forma visível, e isso não é recarga noturna.
7,4, 11 ou 22 kW: como escolher
O pedido neste artigo trabalha com essas três potências porque são as que o mercado residencial realmente instala. A página de carregador veicular usa o mesmo fluxo.
| Potência | Rede | Quadro típico | Tempo para 60 kWh | Quando faz sentido |
|---|---|---|---|---|
| 7,4 kW | 220 V mono ou bifásico | 32 A, disjuntor 40 A | cerca de 8 horas | A casa brasileira padrão. Overnight para Dolphin, Yuan, GWM e a maior parte dos urbanos. |
| 11 kW | Trifásico | 16 A por fase | cerca de 5 horas | Quadro trifásico e carro com OBC de 11 kW. Meio-termo. |
| 22 kW | Trifásico | 32 A por fase | cerca de 3 horas | OBC alto (Zoe, alguns BMW, Porsche, Mercedes) ou ponto compartilhado. O orçamento sobe. |
Se a dúvida é “qual eu marco no pedido”, marque 7,4 kW salvo se você já sabe que o imóvel é trifásico e que o carro aceita mais. As empresas veem o quadro na visita e podem sugerir outro número. Pagar 22 kW num Dolphin Mini é pagar cobre e disjuntor que o carro não usa.
Peça o wallbox na sua cidade
Escolha 7,4, 11 ou 22 kW no formulário no topo. Instaladores da região entram em contato e cada um propõe um valor pelo ponto.
Pedir orçamento de wallboxModelos mais usados no Brasil
Não existe ranking oficial de wallbox residencial. O que dá para afirmar, cruzando disponibilidade, assistência e o que aparece em casa, é um grupo pequeno de marcas. WEG e Intelbras lideram a conversa nacional porque fabricam no país, têm peça e posto de serviço. Originais de montadora (BYD à frente) entram no pacote de quem já comprou o carro. Schneider, ABB e Wallbox (a marca espanhola) aparecem em trifásico, condomínio e projeto mais caro.
WEG WEMOB Wall G2 7,4 kW
A linha WEMOB é a aposta da WEG em mobilidade. O Wall G2, na casa dos 7,4 kW, é o residencial mais citado da família: Tipo 2, cabo em torno de 5 metros, IP65, corrente até 32 A, operação em 127 V (com potência menor) ou 220 V. Versões com gestão falam OCPP e aplicativo. Preço de equipamento, no varejo de 2026, costuma ficar perto de R$ 4.500 a R$ 5.500, sem a instalação. Indicado para quem quer marca nacional e pretende, um dia, ligar o ponto a um sistema de gestão.
Intelbras EVE Home 0074H 7,4 kW
O Home é o compacto da Intelbras: 7,4 kW, Tipo 2, IP65, RFID ou plug and play, garantia de dois anos. Não traz Wi-Fi nem OCPP; as linhas City (condomínio) e Business (22 kW) é que sobem nessa escada. Para uma casa, a ausência de app incomoda menos do que a presença de assistência em quase todo o país. Equipamento na faixa de R$ 3.000 a R$ 4.000.
Wallbox original BYD 7 kW
Quem sai da concessionária BYD muitas vezes leva o carregador da marca. Cabo longo (cerca de 7,5 m), dois cartões RFID, operação bivolt. O grau IP54 pede área mais protegida. A instalação costuma ficar amarrada à rede autorizada da montadora, o que ajuda na garantia do carro e estreita a escolha de quem executa. Faixa de equipamento semelhante à WEG, às vezes um pouco abaixo.
11 kW e 22 kW: Intelbras City/Business, Schneider EVlink, ABB Terra AC, Pulsar Plus
Quando o quadro é trifásico e o carro aceita 11 kW ou mais, o mercado abre. Intelbras City (OCPP, gestão de vaga) e Business 22 kW (gabinete mais robusto, display) atendem condomínio e pequeno comercial. Schneider EVlink e ABB Terra AC são o padrão de quadro de engenharia: Tipo 2, 11 ou 22 kW, IP54 ou superior, integração OCPP. O Pulsar Plus da Wallbox (marca) é compacto, com app e recursos de balanceamento, e pede o contexto certo: trifásico e OBC alto. Nessa prateleira o equipamento sozinho já pode passar de R$ 7 mil.
| Modelo | Potência | Encaixa melhor | O que pesar |
|---|---|---|---|
| WEG WEMOB Wall G2 | 7,4 kW | Casa que quer suporte nacional | IP65, gestão opcional, preço médio-alto |
| Intelbras EVE Home | 7,4 kW | Residência simples | Sem app; garantia de 2 anos |
| BYD original | 7 kW | Dono de BYD | Cabo longo; IP54; rede da montadora |
| Intelbras City | 7,4 ou 11 kW | Condomínio | OCPP e tarifação por usuário |
| Schneider / ABB / Pulsar 22 kW | 11 ou 22 kW | Trifásico e OBC alto | Só vale se o carro e o quadro acompanham |
Há ainda uma prateleira barata de wallbox genéricos importados, muitos abaixo de R$ 2.000. O risco não está só no plástico. Está em DR interno duvidoso, ausência de assistência e garantia que some com o CNPJ da loja. Para carga noturna ao lado do tanque do carro, marca com posto no Brasil pesa mais que o desconto.
A Solar Task não escolhe o modelo por você. O pedido neste artigo leva a potência; a empresa da cidade propõe o equipamento que ela instala e garante. Compare essa linha nas respostas, do mesmo jeito que se compara inversor numa proposta de energia solar.
Quanto custa instalar
O número fechado sai das propostas. A régua de mercado, equipamento mais instalação residencial, fica assim:
| Potência | Faixa típica | O que entra |
|---|---|---|
| 7,4 kW | R$ 4 mil a R$ 8 mil | Wallbox, circuito, disjuntor, DR, mão de obra |
| 11 kW | R$ 6 mil a R$ 12 mil | Trifásico; quadro e cabo sobem |
| 22 kW | R$ 10 mil a R$ 18 mil | Demanda, proteção e equipamento mais caros |
Em condomínio já preparado o custo pode cair à metade, porque o eletroduto e a reserva no quadro já existem. O que empurra para cima: garagem longe do medidor, quadro saturado, falta de aterramento, pedido de aumento de carga na distribuidora, condomínio sem infraestrutura e marca premium. Desconfie do orçamento que cita só o preço do aparelho e deixa a fiação como extra.
Encher uma bateria de 40 kWh na tarifa residencial média (perto de R$ 0,90/kWh) custa cerca de R$ 36. No uso urbano isso substitui um tanque que facilmente passa de R$ 200. No dia a dia, o ponto em casa costuma ser mais barato e mais cômodo que o eletroposto. Se a recarga vier do telhado, a conta cai mais.
Wallbox com energia solar
Não é obrigatório ter painel. O carregador puxa da rede como qualquer carga grande. Quem já tem sistema ganha um efeito simples: carregar de dia faz a energia do módulo ir para a bateria do carro. Esse kWh não é injetado, então não encontra o pedágio do Fio B.
Na prática, um wallbox de 7,4 kW pede um telhado que esteja gerando nessa hora. Sistema pequeno (4 kWp) não segura a carga cheia ao meio-dia se a casa também estiver ligada. Dá para baixar a corrente no app de alguns modelos, ou deixar 7,4 kW e aceitar que parte venha da rede. Sistema maior, ou híbrido com bateria, casa melhor com recarga diurna.
No pedido deste artigo há a opção “já tenho energia solar no imóvel”. Serve para o instalador saber que o quadro já tem inversor, DPS e, muitas vezes, espaço apertado. Não muda a física: solar e wallbox são amigos, não um pacote único.
Se o telhado ainda não tem placa, o fluxo é outro: simule pela conta de luz na home. Limpeza e revisão do kit que já existe continuam em limpeza solar e manutenção solar.
Como pedir o carregador na Solar Task
O pedido de wallbox já está no ar, neste artigo e na página de carregador veicular. Não é classificado genérico e não é loja. É o mesmo caminho das propostas de painel: empresas da cidade recebem o lead e falam com você no WhatsApp.
- No formulário no topo, escolha 7,4, 11 ou 22 kW. Na dúvida, 7,4 kW.
- Marque se o imóvel já tem energia solar.
- Informe o CEP e o WhatsApp. Ali não entra conta de luz: o dimensionamento é o ponto de recarga, não o kWp do telhado.
- Instaladores da região entram em contato e cada um propõe um valor. Compare equipamento, bitola, DR, ART e prazo.
A Solar Task não vende wallbox. Não instala, não emite ART e não escolhe a marca por você. O papel é o de sempre: o pedido chega às empresas da cidade, elas orçam, você compara.
Perguntas frequentes
Pronto para orçar o carregador veicular?
Escolha a potência no formulário no topo, informe o CEP e fale com empresas da sua cidade. Sem conta de luz, sem compromisso.
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