A ferramenta compara três destinos para o mesmo capital inicial: (1) comprar o sistema solar e reinvestir a economia em 12 aportes mensais por ano (total anual alinhado à simulação) em título atrelado ao CDI (100%);
(2) aplicar só esse capital em CDI 100%, sem solar; (3) deixar na poupança. A linha e a coluna Solar usam as mesmas economias repartidas em mensais, mas sem reinvestimento (patrimônio = − investimento + soma das economias). Os números são educativos.
1. Economia na conta de luz e reinvestimento no CDI
A economia anual em R$ (o que deixa de pagar à distribuidora) cresce com o reajuste médio da tarifa, modelado a 5,5% ao ano em média (referência ANEEL para anos de alta tarifária vs. anos mais brandos).
A geração em kWh sofre degradação de 0,5% ao ano nos módulos.
Cada ano civil é dividido em 12 aportes mensais iguais (total do ano = economia anual daquele ano). Cada mês o valor entra em um fundo remunerado como 100% do CDI ao ano, com composição mensal equivalente: taxa mensal (1 + CDI × (1 − 0,15))1/12 − 1 (aproximação; na prática, fundos DI acompanham o CDI).
Sobre os rendimentos desse fundo incide IR de 15% (cenário de longo prazo, mesma simplificação da linha CDI 100% (IR 15%)). O patrimônio da linha “solar” em cada ano (valores da tela) é o saldo ao fim do ano:
− investimento inicial + F, com F acumulado mês a mês.
2. Mesmo CDI (100%) no capital e Imposto de Renda
CDI (Certificado de Depósito Interbancário) é tomado a 14,65% ao ano em referência a divulgações de mercado para início de 2026 (taxa anualizada; CDI é diário na prática).
Tanto o reinvestimento das economias (linha solar) quanto o capital inicial sem solar (segunda linha) usam a mesma remuneração bruta anual 100% do CDI — aproximamos por 1,00 × CDI em ambos, para comparar só a diferença de mecânica (telhado + fluxo de economia vs. aplicação única).
Sobre os rendimentos da linha do capital em CDI vale a tabela regressiva do IR em renda fixa (até 22,5% curto prazo; 15% para mais de 720 dias). Para o horizonte de 20 anos usamos 15% sobre o rendimento de cada ano (simulação com tributação anual simplificada: o patrimônio evolui como Vt+1 = Vt × (1 + rbruto × (1 − 0,15))).
Há discussão de alíquota única de 17,5% em mudanças recentes de tributação de renda fixa; se quiser ser mais conservador no pós-2026, pode assumir IR maior — o efeito reduz o retorno líquido do capital em CDI frente ao solar.
3. Poupança
A remuneração da poupança segue regras do Banco Central (tranches com Selic alta). Em síntese, costuma ficar em torno de 70% da Selic (próxima do CDI). Modelamos rpoupança ≈ 0,70 × CDI anual.
Para pessoa física, rendimentos da poupança são em geral isentos de IR (até os limites legais).
4. Gráfico em R$ nominais
O gráfico (eixo vertical e curvas) mostra patrimônio em R$ nominais — o mesmo critério da tabela ao lado — sem deflator de inflação (IPCA). Para comparar poder de compra ao longo do tempo seria preciso trazer tudo para “reais de hoje”; aqui a intenção é ler os saldos como apareceriam em contas futuras.
5. Fontes e leitura adicional